Fotografia
Uma vida de marinheiro que permanece na memória..
Américo Antunes é um reformado marinheiro que dedicou grande parte da sua vida ás cozinhas do alto mar.
Américo Antunes, tem 78 anos de idade e 39 de Marinha. Uma vida que dedicou ao que mais gosta e que ainda hoje a vive em lembranças pois mesmo estando fora do alto mar há já 21 anos lembra-se de todos os momentos vividos com se hoje fosse o primeiro dia de recruta como marinheiro.
Como o próprio diz, ‘’a viagem mais marcante que fiz foi a Volta ao Mundo no NRP Navio Escola Sagres’’ (um dos maiores ícones da História de Portugal). Esta viagem teve a duração de nove meses e dos inúmeros portos navais por que passou, Américo menciona alguns dos que para si ficaram marcados como ‘’os melhores’’. Colômbia, México, S. Francisco da Califórnia, Seattle, Canada, Havaí, Japão, Nagasaki, Índia, Macau, Singapura, Grécia e França “estes foram os eleitos” segundo o marinheiro que diz ter adorado os locais.
A especialidade que dentro da marinha integrou foi a especialidade de cozinheiro, uma das principais especialidades na marinha. Como seria se não houvesse um cozinheiro para dar o almoço e jantar em alto mar? Impossível, Américo era essa pessoa e segundo opiniões comuns tem uma grande mão para a cozinha e não deixa ninguém a passar fome.
Angola e Moçambique sempre foram os países prediletos do marinheiro, entre 1966 a 1968 permaneceu nestes países a fazer missão e conta que foi a missão mais longa e dura da sua carreira.
“Cada cidade tem o seu próprio caráter e isso é algo extraordinário!”, de facto, não é qualquer um que tem o privilegio de realizar esta viagem e é algo de louvar a estes homens que passam meses e meses a fio sem ver as famílias e que na altura, como o próprio Américo disse, “Nunca tive qualquer telemóvel ou computador para poder comunicar como hoje em dia para falar com a família, foi sempre tudo por telegrafo e só quando o comandante estivesse num dia bom, caso contrario não havia qualquer tipo de hipótese”.
Américo acha que hoje em dia, a marinha já não é o que era, há falta de camaradagem e união, e afirma que a maioria dos jovens que está a fazer o trabalho que este fez, não conseguiriam passar tanto tempo sem os entes queridos sem começar a ‘bater com a cabeça nas paredes’, culpando assim a tecnologia atual.













